segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Prazeres Proibidos Capitulo 8 parte II

—Isso acontece muitas vezes.
—Com trágicos resultados.
—Talvez para Marco Antonio e Cleópatra — reconheceu ela. —mas não é sempre assim. Há quem é muito feliz.
—Essa felicidade dura sempre muito pouco.
Ele estava começando a frustrar sua firme convicção de que o amor não valia à pena e levantou o olhar para o céu em um claro gesto de desespero.
—Oh, por Deus! —exclamou. —Acredito que alguma vez já viu alguém se apaixonar perdidamente e ser feliz.
Joseph lembrou a noite em que encontrou seu pai morto, com quatro tubos de láudano a seu lado.
—Sim — respondeu ele. —mas teve um trágico final. —Então se levantou bruscamente. Nós não queremos continuar falando. —Queira me perdoar, mas meu banho está esfriando. Boa noite.
E saiu da habitação sem dizer mais nada.
Primeiro Viola, com aquela conversa tão estranha sobre o amor e agora a senhorita Lovato. Maldita seja. Por que as mulheres eram incapazes de entender que o amor não era importante na vida?
Apesar do muito que Demi gostasse do clima úmido inglês, tinha que reconhecer que para seu trabalho era um problema, especialmente quando se tratava de restaurar um afresco. Nos desertos da África, Palestina e Mesopotâmia era suficiente retirar a areia e as imagens reapareciam intactas, com toda sua beleza, mas na Inglaterra a umidade fazia tudo mais complicado.
A lama cobria o afresco e a causa de ter permanecido seiscentos anos embaixo daquela terra úmida, a pintura estava tão degradada que para Demi era quase impossível distinguir qualquer imagem. Encontrar a cor que mais se parecia ao original e tentar desenhar os fragmentos que faltavam era um trabalho exasperante, embora alguns dias fossem mais dos que os outros. Aquele era um desses dias.
Reuniu todos os fragmentos do afresco que dos trabalhadores tinham descoberto até o momento e os classificou por grupos segundo as imagens que se representavam nele. Logo, com a ajuda de uma pequena espátula, começou a juntar as peças como se fosse um enigma. Parecido com um solo que tinha reparado no dia anterior, à medida que os restaurava ia aparecendo à figura de Venus.
Não estava acostumada a trabalhar com um material tão delicado; as peças se quebravam facilmente, assim que tinha que concentrar toda sua atenção. O problema era que uma e outra vez, se distraía recordando o que tinha passado umas noites atrás e a conversa que Joseph e ela tinham tido na biblioteca.
Demi não podia deixar de pensar no que tinha dito sobre conhecer alguém perdidamente apaixonado e cujo final tinha sido trágico. Se perguntava de quem estaria falando. De si mesmo talvez? isso explicaria sua atitude tão cínica, fria e calculadora frente ao casamento. Tinha que concentrar-se. Ela não se importava nada com o que o pensava sobre o casamento nem com quem fosse se casar.
Desde essa noite na biblioteca, cada vez que ele lhe pedia algo adicionava «por favor», e quando ela finalizava a tarefa que pedia, lhe diz sempre obrigado. Muitas vezes conversava com ela sobre coisas sem importância, como o clima de como as quentes temperaturas deviam ser melhores para seu trabalho. Às vezes lhe comentava as noticias do dia, por especial ênfase em excesso de governantas que inundavam a Inglaterra a chateação que era a vida social de Londres. Inclusive tinha ordenado que cada hora um empregada fosse a antika perguntar se queria uma taça de chá e muitas vezes enviava os trabalhadores para lá para ver se precisava de ajuda.
Como se nada disse pudesse convencê-la a ficar. Ao comprovar que com dinheiro não ia convencê-la, agora o duque tentava lhe demonstrar que era capaz de ser encantador e atencioso.
Ela fez uma careta de desdém. Ele não era atencioso. Era egoísta, altivo, e não levava em conta os sentimentos dos outros. Além de frio, tão frio que de uma maneira calculista, tinha escolhido se casar com uma mulher que nunca pudesse se apaixonar.
No entanto, apesar de todos esses defeitos, ela tinha achado que estava apaixonada por ele. Por quê? Demi deixou de trabalhar e olhou o infinito pensando nele. O que tinha visto nele que a tinha cativado?
Se lembrou de Cleópatra e se deu conta que não só as mulheres podem ter esse algo que as transformam em mágicas e fascinantes. Joseph também tinha.
Pensou em todas as vezes que ele a tinha olhado como se fosse especial, como se por um instante para ele unicamente ela existisse em seu mundo. Mas apenas por um instante, somente quando ele queria algo dela. Quando precisava que fizesse algo difícil em pouco tempo, tinha recorrido a esse sorriso para que ela não podia se negar. Uma vez tinha obtido tudo o que queria, tinha levando com ele a magia, sem lhe dizer obrigado por ter passado milhares de horas trabalhando.
Agora sabia que todas essas vezes que a tinha olhado desse modo especial nem sequer a tinha visto falar. Só a tinha usado para alcançar seus fins. E, apesar de tudo isso, quando no outro dia tinha pedido que ficasse, durante um segundo esteve tentada a aceitar e obedecê-lo.
Sim, ele tinha essa inexplicável alquimia que podia que uma funcionária fosse procurar à manteiga fresca todas as manhãs sem se aborrecer, que a senhora Bennington ficasse com a respiração acelerada só em estar falando com ele sobre o mal estado do caminho e que a ordinária e comum Demi Lovato se sentisse uma das mulheres mais belas do mundo. Mas não era real.
Respirou fundo e recomeçou seu trabalho. Por sorte agora já o conhecia e essa magia não podia afetar-lhe.
Demi pegou outra peça com a espátula, começou a espalhar sobre ela um pouco de cimento, A pressão deve ter sido muito forte que a delicada peça se partiu em dois entre suas mãos. Era a quarta vez que acontecia isso, quatro fragmentos únicos e irreparáveis tinham se convertido em pó e dreno entre seus dedos.
—Oh, maldita lama inglesa! Destrói tudo o que toco! —gritou e exasperada, lançou a espátula com força. O ruído que fez cair acompanhado de um assobio e quando Demi se voltou viu Joseph de pé em um umbral de antika.
—Olhe para onde joga as coisas, senhorita Lovato— disse e se abaixou para recolher a espátula.
—Lhe acertei?
—Não —respondeu, —mas foi por pouco.
Demi olhou enquanto ele se aproximava dela. Sabia que ainda não tinha ido visitar o senhor Bennington na escavação já que ainda não vestia casaco nem gravata, sua camisa era de um branco imaculado, sem um grão de poeira ou sujeira. Demi se alegrou de que a tinha posto.
Desviou o olhar.
—Eu estou feliz de não ter-lhe ferido — disse, enquanto ele se colocava justo do seu lado.
—Por que estava maldizendo a lama da Inglaterra? —Colocou a espátula na mesa, do lado do bolo preparado de cimento.
Demi tomou fôlego e ao fazer isso, inalou seu aroma mesclado com um pouco de essência de limão. Estava ficando nervosa e não sabia o que fazer. Era realmente necessário que estivesse tão próximo dela?
—Não é nada — respondeu e voltou a colocar a espátula. —É só que hoje estou de mal humor.
—De mau humor? Devo estar sonhando.
Ela pegou um pouco de cimento.
—Não sei o que se refere — disse e começou a repartir a massa por cima de uma peça que tinha pego antes.
—Nós últimos dias me senti perdido, como se estivesse num sonho estranho — explicou e se afastou dela.
Demi se sentiu aliviada que ele se afastasse, mas ainda notava seu olhar fixo enquanto ela se colocava justo de frente para a mesa.
—A senhorita não é nada que eu tinha imaginado —prosseguiu ele, —e a verdade é que estou muito confuso.
Demi juntou às peças do afresco e não respondeu. Enquanto esperava que o cimento secasse, levantou a vista e viu como Joseph arregaçava as mangas da camisa. À medida que o linho branco desaparecia, ela observava seus marcados antebraços e como ia aparecendo sua pele morena. Começou a sentir calor e lembrar a imagem de Joseph sem camisa, mas lutou para se concentrar no que ele estava dizendo.
—Acho que todas as opiniões que tinha da senhorita estão desmoronando. Uma a uma.
Ela era humana, não uma máquina, assim que não pode evitar perguntar.
—E que opiniões eram essas?
Logo que disse isso, desejou poder retirar aquelas palavras. Não se via capaz de ouvir outra vez falsos elogios destinados a convencê-la que ficasse. Olhou de novo as peças que tinha na mão e tentou reconciliar a conversa para um assunto mais seguro.
—Esquece. Não quero saber.
—Eu vou lhe dizer de qualquer maneira. Achava que a senhorita era uma jovem tímida e maleável, disposta a fazer tudo o que pedisse e quando eu pedisse.
«Também pensava que era como um inseto em cima de uma folha.» Demi não se atreveu a fazer esse comentário em voz alta, ainda que uma parte dela quisesse provocar para que ele se sentisse culpado de tudo o que tinha dito nesse dia.
—Pois estava equivocado.
—Eu já percebi — admitiu ele. —Agora me dei conta de que não é nem tímida nem maleável. Na verdade, senhorita Lovato, tem bastante caráter. Não tem medo de jogar objetos através da habitação quando está irritada e tampouco teme dizer o que pensa. Cinco meses atrás tinha uma atitude serena e paciente, há apenas alguns dias a senhorita expressou com bastante eloquência o que pensa de mim. Compreenderá que me sinto desconcertado e que me pergunto a razão dessas mudanças.
Todo seu corpo ficou tenso ao ouvir essas palavras, mas jurou que nunca lhe diria a verdade. Seria vergonhoso demais. Respirou fundo e respondeu.
—Eu não sei o que aconteceu comigo no outro dia. Não costumo ser tão brusca.
—Aceito suas desculpas.
Demi levantou o queixo e percebeu que ele estava sorrindo, pondo a caminho sua magia.
—Não estava me desculpando — replicou ela enfática. —Nunca me desculpo quando sou provocada, dou minha sincera opinião.
Joseph apoiou as mãos na mesa e se aproximou mais dela. Ainda não
tinha um sorriso em seus lábios parecia que seus olhos estavam sorrindo.
—Senhorita Lovato, não consegue perceber quando alguém está brincando?
—Estava brincando?
—Suponho.
Ela não queria que ele brincasse com ela. Isso fazia com que ela baixasse a guarda e fosse muito mais difícil de odiá-lo. Certamente ele sabia disso.
—O senhor gosta de provocar as pessoas?
—Agora, eu gostaria de provocar-lhe. Confesso-lhe que achei … fascinante. Eu tenho que fazer isso mais vezes. —Retrocedeu e se afastou da mesa. Com as mãos atrás das costas, propôs: — Jante comigo amanha, senhorita Lovato.
—É um convite ou uma ordem?
—Um convite.
Ela se sentiu embaraçado e desviou o olhar. Não queria jantar com ele, não queria conhecê-lo melhor.
—Não acho que seja apropriado.
—Convidarei também o senhor e a senhora Bennington. —Ainda que seu semblante estivesse serio, seu olhos se mantinham com aquele sorriso de antes. —Para persuadi-la estou inclusive disposto a pedir-lhe por favor.


só sei que se a carreira dela nao der certo, pode ser atleta, arremessadora de espatulas kkkkkkkkkkkk, quase machuca o senhor Joe.

meu not nao ta pronto =\ e o pior, deu bug que perdi tudo o que tenho nele, bom, colega ta vendo se consegue fazer back up antes de formatar, mas meu coraçao ta dolorido pois as minhas fics....as que ja estao prontas e as que tava fazendo =\
vai dar tudo certo ne...espero
bjemi

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Prazeres Proibidos Capitulo 8 parte I

Já era de noite quando finalmente chegou a casa. Ele ordenou o jantar e pediu a Richardson que lhe preparasse um banho quente; logo perguntou pela senhorita Lovato e averiguou se estava na biblioteca.
Estava amontoada em um dos sofás de coro que havia junto a janela. Estava lendo, com os pés escondidos embaixo de sua saia e os sapatos no chão. A luz do sol a iluminava a suave luz do candelabro em cima da mesinha no canto.
Joseph caminhou até ela. Suas botas não fizeram nenhum ruído ao pisar no fofo tapete turco. Nunca a tinha visto tão tarde e se surpreendeu ao ver que não tinha o cabelo preso naquele odioso coque. Em vez disso, tinha feito uma grossa trança, que, resplandecente, descansava sobre seu ombro.
Estava tão absorta em sua leitura que nem sequer levantou a vista quando ele se aproximou, o fato deixou ele muito irritado.
Era impossível que não se desse conta de que estava parado na frente dela.
Joseph esperou alguns segundos que ela detectaria sua presença, mas não percebeu e assim se cansou. Nunca tinha sido um homem paciente, de modo que tossiu.
—Eu gostaria de falar com a senhorita por um momento. —Ao ver que ela não respondia, continuou: — Por favor.
Ela continuou lendo.
—Nosso acordo não combinava que eu trabalhasse de noite. Dado que agora é de noite minhas obrigações já foram finalizadas. Poderíamos deixar para amanhã de manhã?
Joseph se perguntou se estava sonhando. No dia anterior ela teria cumprido sua ordem sem questionar nada, como qualquer outro membro de seu serviço. Mas agora a senhorita  Lovato já não era a senhorita Lovato. Numa noite apenas tinha se convertido em uma criatura descarada, capaz de se demitir de seu trabalho sem se calar, de criticá-lo e inclusive capaz de dizer-lhe que seu horário já tinha sido finalizado. Quando ainda tinha tanto por fazer!
«Não sou sua escrava.»
Murmurou baixinho um monte de palavrões.
Ao ouvi-lo a senhorita Lovato levantou a vista.
—Disse algo?
Ele se deu conta que estava ali em pé, como um idiota, quando o que queria de verdade era falar com ela. O problema era que ela não cooperava. Tinha decidido que o melhor modo de convencê-la para que ficasse era fazer que sua vida ali fosse tão maravilhosa que não quisesse ir embora. Mas até agora não tinha êxito.
Viu como ela se concentrava de novo no livro e voltou a tentar.
—Não quero falar de seu trabalho, que poderia dizer disso? Sempre é impecável.
—Obrigada —disse ela e passou para outra página. —Mas se acha que me agradando conseguirá que eu fique, está muito equivocado.
—Senhorita Lovato, não poderíamos fazer as pazes? —Como ela não respondia, continuou: — Depois de tudo, vai estar aqui nos próximos três meses. Assim que…
—Dois meses, três semanas e três dias, — ela não pode evitar corrigir-lhe— e nem um dia a mais.
Ele ignorou o comentário, pois não queria que voltassem a discutir.
—Claro. Só queria dizer que vamos passar tanto tempo juntos e dado que agora nós temos que acelerar o ritmo de trabalho, poderíamos manter uma relação cordial. Tenho pensado que para começar, poderíamos falar um momento.
Ela hesitou por um instante, mas não recusou, mas apenas fechou o livro e tirou os óculos. Deixou ambas as coisas encima da mesinha que tinha ao lado, se sentou corretamente no sofá, levantou a vista e se dispôs a conversar com ele. E esqueceu completamente o que queria dizer.
Ela tinha lindos olhos. Era a primeira vez que a via sem seus horríveis óculos e a mudança o deixou sem palavras. A luz das velas, eles estavam escuros, mas se lembrava que eles eram de uma extraordinária de cor lavanda. Sem os óculos impedindo, ele pode apreciar também que seus grandes olhos estavam rodeados de uns cílios longos.
Sempre tinha pensado que ela não tinha nenhum atrativo, mas vendo-a agora, Joseph percebeu que estava equivocado. Com os cabelos iluminados pelas chamas e aqueles enormes olhos mirando-lhe, percebeu que ela era bonita. Talvez não uma beleza deslumbrante, mas também não era comum.
—Senhoria?
Sua voz lhe fez retornar a realidade e lembrou o verdadeiro motivo de sua visita. Se sentou diante dela e se concentrou em procurar um assunto de conversa inócuo e amável.
—Que está lendo? —perguntou finalmente.
—Uma biografia de Cleópatra.
—Verdade? —Então olhou o delgado livro vermelho que tinha encima da mesa. As letras douradas do título brilhavam a luz das velas. —Esse estudo sobre sua vida é bastante chato. Realmente queria entender Cleópatra, acredito que em algum lugar tenha uma biografia muito melhor.
—Que tem de mal nesta?
—Não tem valor histórico só fala de sua vida pessoal.
—Isso é exatamente o quero saber. Eu sei tudo sobre o valor histórico dela. Eu quero saber como ela era como mulher.
—Eu vejo.
Ela não deixou escapar o tom irônico dele, mas mordeu a língua e desviou o olhar. Passado alguns segundo, voltou a lhe olhar e disse:
—Todos falam que… o quero dizer é que…, ela não era uma mulher bonita, mas tinha certo… certo… bom…
—Atrativo sexual? —ajudou ele e lhe encantou ver como ela corou com suas palavras. Deus, a senhorita  Lovato tinha se ruborizado. Normalmente se mantinha inalterável, mas depois desses últimos dois dias, Joseph se perguntava se debaixo dessa fria aparência não havia uma mulher, afinal.
—Isso está claro — concordou ela tentando ser séria e acadêmica. —Mas devia ter algo mais. Algo indescritível. Algo mágico e cativante.
—Isso é tudo que quer senhorita Lovato? — perguntou — Ser mágica e cativante?
De repente, ela ficou tensa e se sentiu incomodada.
—O senhor está me provocando? —perguntou em voz baixa.
A pergunta o surpreendeu, já que a ideia de provocá-la nem lhe tinha passado pela cabeça.
—Não. — respondeu em seguida. —Não estou provocando a senhorita. Simplesmente sentia curiosidade.
Ela não acredita, mas encolheu os ombros como se não tivesse importância e continuou.
—César sabia que as pessoas não o apoiariam e transformou Cleópatra em rainha, mas a queria tanto que mesmo assim se casou com ela. Ele foi assassinado por causa dessa paixão.
—Não. — a corrigiu Joseph. —César foi assassinado porque era estúpido. A paixão que sentia por essa mulher só foi o causador de sua morte.
—Talvez, mas é certo que sentia por ela era algo muito forte. Está bem, Repare então Marco Antonio. Na batalha de Actium jogou todo o que tinha por recuperar o reino de Cleópatra e poder assim conquistá-la. Por quê?
—Realmente importa? Marco Antonio foi tão estúpido como Cesar. Quais foram seus sentimentos, nunca devia lutar nessa batalha. Foi um suicídio.
—Um suicídio? Quase ganhou.
Antes que pudesse responder-lhe alguma coisa a interrompeu desde o outro lado da habitação.
—Desculpe incomodar-lhe, senhoria, mas o senhor Richardson me mandou dizer-lhe que já tem o banho preparado e que seu jantar estará pronto em breve.
Joseph olhou e viu o lacaio que esperava sua resposta.
—Só demorarei um momento.
O servente fez uma reverencia, saiu da habitação e Joseph voltou a se concentrar na mulher que estava sentada em sua frente.
—Na guerra, senhorita Lovato, o fato de estar prestes a ganhar não significa nada. Marco Antonio era um brilhante general e deveria ter se dado conta de que em Actium perderia. Tinha todo o exército de Octavio avançando sobre ele. Retirar-se era a única opção lógica.
—No que faz pensar que a lógica tivesse algo a ver com tudo isso? Ele a amava e o amor não entende de lógica.
—Bem próprio de uma mulher por os sentimentos em frente da razão — respondeu ele impaciente.
—Bem próprio de um homem negar o poder do amor.
Ele cruzou os braços e se reclinou no sofá.
—O amor nunca deveria prevalecer sobre a razão.


nao ia postar hoje, mas dedos coçando...
Joe ta babando ja pela Demi só que nao percebeu ainda o que ta rolando...so quero ver quando perceber, vai pirar
bjemi

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Prazeres Proibidos #SPOILER Capitulo 9

"Ela continuava no mesmo lugar em que ele tinha visto do seu escritório. Em frente de uma fonte, entre dois canteiros de flores e com a cabeça para trás. Não estava com os óculos e tinha os olhos fechados. Estava completamente imóvel, com os braços abertos, concentrada em sentir como a chuva caía sobre seu rosto.
—Que está fazendo aqui fora, senhorita Lovato? —perguntou.
Ao ouvir sua voz ela abriu os olhos e o olhou.
—Olá. Quer se juntar a mim?
—Deus, não. Eu vim buscá-la.
Se aproximou mais dela e com o guarda-chuva, cobriu a ambos. Estava desconcertado pelo sorriso dela. Não havia nada de divertido em estar encharcada pela chuva de uma fria tarde de outono.
—Aconteceu algo? —perguntou ela.
Ele não tinha outro remédio que lhe dizer o óbvio.
—Está chovendo e a senhorita está aqui fora, molhando-se.
—Eu sei — admitiu ela, e logo, ante a surpresa de Joseph, começou a rir. —Não é maravilhoso?
—Acho que ficou louca senhorita Lovato. Isso é tudo o que posso pensar para justificar seu pensamento. — A pegou pelo braço para tentar levá-la para casa.
—Não, não —se opôs ela, soltando-se. —Não fiquei louca, eu lhe asseguro. Só quero ficar aqui fora um pouco mais.
—Não pode estar falando sério.
Ela afirmou com a cabeça e deu um passo para atrás para sair de da proteção do guarda-chuva.
—Estou falando serio — respondeu enquanto se molhava. Tinha a roupa encharcada e o cabelo pregado em seu rosto. —Eu gosto da chuva. O senhor não?
—Não, eu não. E a senhorita tampouco. Não se lembra de que ontem mesmo estava maldizendo o barro inglês?
Ela riu.
—É verdade. Odeio a lama porque dificulta meu trabalho, mas ainda assim eu gosto da chuva. Vejo que não entende."

"Joseph baixou a vista até sua boca. Estava hipnotizado vendo como ela passava os dedos de um lado para o outro em seus úmidos e entreabertos lábios. Talvez estivessem rachados no deserto, mas agora pareciam extremamente suaves.
O desejo o golpeou com tal força que não podia nem se mover.
—O vento levanta a areia — continuou ela, enquanto deslizava os dedos pela face e pelo queixo para baixo de sua garganta.
Ele tinha a garganta tão seca como o deserto que ela descrevia.
—A areia voa em todas as direções e arranha a pele como uma lixa. Toda a roupa tinha que estar manchada de cores que disfarçavam a sujeira. Tem pouca água, assim que só pode tomar banho um dia na semana e nem sequer é um banho completo, mas apenas uma bacia de água e se a caravana de abastecimento passasse por ali, um pouco de sabão e uma esponja.
Ele queria dizer algo, qualquer coisa, mas cometeu o erro de baixar a vista. Nesse momento, qualquer pensamento coerente desapareceu de sua mente. Pela primeira vez, ela não estava com o avental e com a chuva o vestido tinha se pregado completamente ao corpo. Marcava-lhe todas as curvas e o algodão molhado parecia quase transparente. Por sorte, a moça não era consciente da imagem que oferecia: a perfeita redondeza de seus seios desenhados embaixo do vestido, sua estreita cintura, seus quadris insinuantes, a forma em que a roupa se moldava entre sua ante perna. E suas pernas Deus, eram intermináveis.
«É a senhorita Lovato,— lembrou a si mesmo — não uma deusa, ainda que seu corpo indique o contrario.» Nem em um milhão de anos tinha podido imaginar que aquele corpo tão sedutor se escondesse embaixo daqueles horríveis aventais."

"Joseph deu a volta e sem uma palavra a mais, retornou a seu escritório. Dizia a si mesmo que Demi Lovato era sua empregada, uma mulher jovem e inocente. Uma mulher a quem nunca tinha prestado atenção e que nunca, nunca tinha desejado. Até nesse momento.
Agora, se pensava nela, pensava com aquele ensopado vestido bege, não podia controlar o forte e ardente desejo que se apoderava de todo seu corpo. Nem tampouco podia deixar de ver a cara do satírico zombando dele."

eu sei eu sei, to sendo malvada mas voces me conhecem, sou assim mesmo
e como podem ver, Joe ta penando muitissimo
bjemi

Prazeres Proibidos Capitulo 7 parte II

Já sozinha, Demi lembrou-se como tinha lhe afetado o sorriso de Joseph a primeira vez que o viu.
Ela estava esperando na sala anterior do grande salão, oprimida ante há tanta opulência e surpresa de que alguém vivesse num lugar como aquele. Tremore Hall não era uma casa, era um palácio.
O barulho das imensas portas se fechando atrás dela a assustou. O barulho dos fortes passos que se aproximaram lhe fez reviver o medo que tinha sentido a se ver sozinha, pobre e desesperada. Mil perguntas cruzaram sua mente enquanto ouvia seus passos. E se a rejeitasse? E se lhe perdesse? Que faria se não pudesse convencer-lhe a contratá-la?
Então ele entrou na sala e ela ficou petrificada. Era o homem mais bonito que tinha visto na vida: tinha o cabelo negro, os olhos cor de avelã com grandes pestanas e uns lábios carnudos. Mas essas características de menino travesso ficavam desbotadas ante seus outros atrativos. Não tinha nada de infantil em suas maçãs do rosto, nem em seu nariz reto, nem em sua mandíbula implacável. Demi soube nesse mesmo instante que era um homem que destacava no meio dos outros. Sim Tremore era um palácio, e ele era seu príncipe.
Era muito mais alto que Demi. Vestia botas de montaria, calças claras, casaco azul de veludo e uma camisa de linho branco imaculado. Seus grandes ombros se destacavam embaixo da roupa e seu corpo bloqueava a porta por completo. Não se parecia a nenhum homem que Demi tivesse visto antes. Ela estava acostumada aos magros e envelhecidos árabes que trabalhavam nas escavações. Nada tinha preparado para o duque de Tremore, que exalava força, vitalidade e poder por todos seus poros.
Se aproximou dela e com uma voz suave, disse:
—Vejamos, a senhorita é filha de sir Henry? Onde está seu pai, senhorita Lovato?
De algum modo, Demi foi capaz de dizer a ele o que tinha acontecido, disse-lhe que seu pai estava morto e que ele devia ainda assim, contratá-la. Inclusive agora, não sabia como tinha sido capaz de dizer-lhe. Seus olhos estiveram a estudando todo o tempo e ela chegou a pensar que ela sairia dali aos chutes.
Era evidente que ele duvidava de sua palavra, que não confiava em suas habilidades como restauradora. E quem poderia culpar-lhe? Ela estava ali, tentando convencê-lo de que não encontraria ninguém melhor que ela para sua escavação. Tinha todo o direito a se mostrar cético.
Mas no final não só lhe olhou, mas disse:
—Está contratada, senhorita Lovato. —E lhe estendeu a mão.
Ela a aceitou, sentido-se muito aliviada e agradecida de ter a oportunidade de demonstrar tudo o que sabia.
A olhou e então sorriu assim se transformando de um príncipe frio para um homem encantador. Este sorriso a deixou sem fala, quase fizeram seus joelhos tremerem, lhe aceleraram o pulso e disparou todas as emoções que ela era capaz de sentir. Todas, exceto o medo que durante tantos meses a tinham atormentado.
O medo tinha desaparecido. Ao lado daquele homem não tinha nada o que temer, estava a salvo e voltou a ter um lugar no mundo. Nesse instante, se
apaixonou pelo duque de Tremore.
Por sorte, agora era melhor que cinco meses atrás. Tinham ficado longe a admiração, a gratidão e deslumbramento. Tudo isso tinha se apagado, igual a uma vela que se acende só por um instante. Que tonta havia sido.
Demi voltou a se concentrar no seu trabalho. Por muito persuasivo que ele pudesse chegar a ser, ela iria embora, já não podia conquistá-la com seu sorriso. Se alguma vez tinha tido algum poder sobre ela, agora tinha desaparecido. Não havia nada que Joseph pudesse fazer para que Demi ficasse até que passasse primeiro de dezembro. Nada.
Joseph gostava de levar uma vida tranquila. Sempre que visitava Tremore Hall se adaptava aos horários do campo e cumpria estritamente com a rotina. Pela manhã passeava com o senhor Cox, o capataz da fazenda, e repassava a ele várias questões. Logo se reunia com seu secretario, o jardineiro, a governanta e outros membros do serviço para resolver qualquer assunto que pudesse tido surgir. Ainda depois de cumprir com todas as suas obrigações ducais, podia trabalhar varias horas na escavação. Jantaram no local as seis e as dez foram para cama.
Mas desde a demissão da senhorita Lovato, sua rotina tinha mudado. Estava indignado, tudo lhe fazia pensar nela e na discussão que tinham tido e que ainda não saber como convencê-la para que ficasse.
Se lembrou dela quando o senhor Cox lhe explicou que tinha problemas com os novos aquedutos e sugeriu que talvez a senhorita Lovato pudesse ajudar-lhe. Depois de tudo, ela era uma especialista em aquedutos romanos.
Se lembrou dela quando levou sua correspondência. Muitas cartas faziam referencia ao museu, inclusive uma de lord Westholme, membro do Clube de Antiquários e seu sócio nesse projeto. Westholme se lembrou da expectativa que tinha em torno da abertura próxima do museu.
Quando foi visitar o vigário, tampouco teve sorte, já que este insistiu em falar-lhe da historia do homem rico e do cordeiro. Joseph declinou educadamente seu convite para ficar e jantar.
A senhorita Lovato contava com que ele encontraria um substituto antes do dia primeiro de dezembro. Mas a verdade era que ainda pudesse, não tinha nenhuma intenção de procurar.
O museu e a reconstrução da villa eram de vital importância. Ele não só queria impressionar os estudiosos, mas também que desejava que todo mundo pudesse ter acesso a sua própria historia. E isso requeria tempo.
Devia convencer à senhorita  Lovato que no mínimo, ficasse até março e ele podia ser mais, muito melhor. Se pudesse sair com ele, ela permaneceria ali até que a villa estivesse totalmente reconstruída, até que todos os mosaicos e todos os afrescos estivessem pintados e todas as ânforas e todas as jóias estivessem desenhadas, catalogadas e expostas em seu museu em Londres.
Joseph soltou as rédeas de seu cavalo. Queria que Desafio galopasse enquanto ele analisava as diferentes táticas que podia utilizar para que ela ficasse em Hampshire, durante os seguintes quatro ou cinco anos.
«O senhor não pode me obrigar a ficar.»
Ah, sim, sim que podia, talvez a senhorita  Lovato ainda era inocente demais para acreditar nisso. Já lhe tinha ocorrido varias opções.
O dinheiro não há tinha convencido.  Assim percebeu que tinha tentado de tudo.
Com todo o poder e a influencia que tinha, tinha certeza que pudesse encontrar alguma maneira diferente para atingir seus objetivos, mas não queria seguir esse caminho. No fim, era um cavalheiro honrado e não o homem cruel que ela achava.
Não, Viola tinha razão. Sim queria que a senhorita Lovato ficasse em Hampshire mais valia mais habilidade do que forço. Quando chegou a Tremore Hall, sabia exatamente o que ia fazer.


e o que sera que ele irá fazer? 
só digo que amo o final....mais nada
e se a Paloma contar, a capo u.u ja foi avisada
bjemi

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pergunta, cade voces?

voces nao estao gostando da fic que to postando? sumiu todo mundo, avisem se estao achando chato, que assim que meu notebook voltar, mudo a historia, mas preciso saber

Prazeres Proibidos Capitulo 7 parte I

Ele era realmente impossível. Demi soltou as pedras que tinha na mão, que se espalhou sobre a telha danificada e se virou para ele.
—Não tenho nenhuma intenção de chegar a um acordo com o senhor.
—Me escute. Se ficar, não só triplicarei o seu salário, vou lhe pagar um prêmio.
Ela fez uma careta de desprezo.
—Isso não é um acordo. Isso é apenas que o senhor acha que pode comprar tudo o que quiser.
—Normalmente posso. Outra característica dos duques acredito.
O lado sábio e prático dela estava tentado de perguntar qual era o prêmio, mas não fez.
—O senhor não pode me comprar.
—Palavras orgulhosas, senhorita Lovato. E se não encontrar sua família? E se não encontrar um marido com quem compartilhar amor e carinho? Que irá fazer? Não pode ficar com Viola para sempre.
—Então procurarei trabalho. Aprenderei tudo o que posso sobre boas maneiras e me tornarei uma instrutora.
—A senhorita já tem um trabalho e o que faz é muito mais interessante que ser instrutora. Garanto-lhe que as instrutoras ganham muito menos do que lhe pago aqui e seu trabalho é muito menos gratificante. A senhorita não gostaria. Acredite em mim pelo menos nisso, senhorita Lovato.
—Eu não acredito no senhor em nada, senhoria.
—Porque eu não gosto da senhorita.
—Exatamente.
Ele não parecia chateado.
—Então, se quiser que fique, serei obrigado a gostar da senhorita e ser mais digno de sua confiança e de seu agrado.
—Não perca seu tempo. Não vou ficar. E encerrou o caso, procuraria outra escavação aonde trabalhar. Estou convencida que sua irmã conhece muita gente rica com villas cheias de ruínas romanas. Certamente que alguns gostariam de escavar essas ruínas. Parece estar na moda na Inglaterra.
—E por que acha que contratariam a senhorita?
—Por que não? —respondeu ela suavemente. —O senhor fez isso.
—Isso é ridículo — disse impaciente. —Por que você quer ir para Londres se a senhorita pode consegui-lo aqui? Tem os domingos livres para conhecer gente nova. Estou certo de que a senhora Bennington lhe apresentaria aos
habitantes daqui.
—Que emocionante. E acredito que nos próximos meses o senhor faria desfilar até mim todos os cavalheiros que conhece encontrar marido.
Ele nem sequer piscou.
—Se quiser.
—Oh! —exclamou ela. Já não podia aguentar mais. —É o homem mais egoísta que conheci em toda a minha vida! Se acha que vou aceitar uma oferta tão ridícula…
—Eu vou te pagar em libras.
Demi pestanejou.
—Desculpe?
—Fique até que termine as escavações e lhe pagarei um prêmio de quinhentas libras.
Demi tomou fôlego.
—Está brincando. É uma quantia enorme.
—Também é um dote. Muitos nobres estão arruinados. Seu avô, embora o encontrasse, poderia não estar em uma situação de lhe procurar um dote é o que estou fazendo. Agora que eu lhe ofereci tudo o que eu queria, reconsiderará minha oferta e ficará?
Demi baixou a vista e olhou as lustrosas botas negras de Joseph. Quinhentas libras era uma quantidade que nunca tinha visto em sua vida.
E se apesar da influencia de Viola, a família de sua mãe se recusasse a reconhecê-la? Que aconteceria se Deus não quisesse, seus pais não estavam casados e ela era ilegítima? Não conhecia suficiente a Viola para confiar nela em caso de que um destas desgraças sucedesse. Que aconteceria se voltasse a ficar sozinha sem nada nem ninguém?
Pensou na escura habitação do hotel de Tánger onde tinha passado oito semanas atrás a morte de seu pai. Ele quase não tinha deixado dinheiro ao morrer. Ela tinha vendido seus livros e sua equipe para ficar o maior tempo possível. Quando só tinha dinheiro suficiente para aguentar outra semana, chegou à carta do advogado de seu avô aniquilando qualquer esperança. Demi não tinha se sentido tão assustada em toda sua vida. A única coisa que lhe restava era um pequeno baú com sua roupa e todas as passagens a Inglaterra pagas pelo duque de Tremore.
Nunca antes dessas semanas se tinha imaginado o perigoso que podia ser o mundo para uma mulher sem família, sem dinheiro e sem ninguém a recorrer. Tinha estado à beira da miséria e não queria nunca mais voltar a se sentir tão precária.
Joseph esperava e ela podia sentir seu olhar enquanto tentava se decidir. Ressentia-se da complacência com que ele tinha jogado em sua cara quinhentas libras, acreditando que aceitaria. Ele sabia perfeitamente que essa quantidade, ainda que para ele fossem apenas algumas moedas, mas para ela era uma fortuna.
Talvez devesse aceitar. Seria muito mais prudente engolir seu orgulho e dizer que sim, que se arriscar a um futuro incerto e desconhecido.
Demi se manteve firme, se agarrou a seu orgulho e focou para onde estava disposta a ir. Então, levantou o queixo, olhou Joseph diretamente nos olhos e disse:
—Deixe-me explicar minha resposta, senhoria. Ficarei até primeiro de dezembro, três meses, em vez de um. Durante esse tempo, restaurarei a maior quantidade de antiguidades possível até minha partida, lhe ajudarei a encontrar uma pessoa para me substituir. Uma mudança, o senhor me triplicará meu salário, vou ter outro dia de folga, quinta-feira seria ótimo e me pagaria o prêmio de quinhentas libras.
—Deixe-me ver se entendi direito: eu triplico seu salário, lhe pago o prêmio, lhe dou outro dia de folga e em troca ficaria apenas três meses. Está louca.
—Esta quantidade de dinheiro não significa nada para o senhor. Louca ou não, é minha única oferta.
—Tem certeza que não quer mais nada? Não gostaria de ter livres as tardes dos sábados para poder visitar seus amigos?
—Já que perguntou… sim, tem mais uma coisa. Eu gostaria que o senhor fosse menos sarcástico e mais educado. Pode ser que o senhor seja duque, mas eu sou neta de um barão, filha de um cavalheiro e amiga de uma viscondessa e por isso tudo, mereço que me trate como uma dama e não como uma empregada.
Ele levantou a cabeça e a olhou. Duvidava que valesse a pena continuar discutindo, assim que aceitou.
—Está bem. Aceito suas condições e farei tudo o que puder para ser mais educado com a senhorita, mas lhe advirto uma coisa.
—O que?
—Até dezembro, não apenas serei educado, farei o possível para que mude de opinião obrigá-la que fique até o fim da escavação.
—Não sou sua escrava e o senhor não pode me obrigar a nada.
—Pois então digamos que a persuadirei. Quando quero posso ser muito persuasivo. —De repente sorriu e seu sorriso foi como um sol deslumbrante abrindo caminho entre as nuvens. —Quero que fique.
Demi tomou fôlego, seu sorriso tinha lhe afetado. Era consciente que ele só estava sendo amável para conseguir o que queria, mas durante um instante de loucura esteve tentada de dizer-lhe que sim, que ficaria até o fim.
—E eu, senhoria,—disse sem nenhuma emoção— posso ser muito teimosa.
—Então estamos os dois advertidos — replicou ele ainda sorrindo. Lhe fez uma reverencia e saiu da habitação.

2 capitulos é o suficiente no momento? espero que sim
bjemi

Prazeres Proibidos Capitulo 6 parte III

Esperava ter dado o assunto por resolvido e se abaixou para comparar mais perto das colocações de azulejos.
—Muito verde, acredito — murmurou para si enquanto se erguia e deixava de lado a peça descartada. Se aproximou de novo da caixa, mas antes que pudesse selecionar uma nova peça, os dedos de Joseph rodearam a sua munheca detendo seu movimento.
—Ao menos, não pode me negar à oportunidade de fazê-la mudar de opinião— disse.
—Seria uma perda de tempo. Estou lhe deixando.
—De onde vem esse repentino desejo ir embora?
Seu dedo acariciava sua munheca e Demi sentiu como lhe acelerava o pulso. Com raiva de si mesmo, se soltou.
—Minhas razões não são de sua conta.
—Viola me contou sobre seu avô. Se a senhorita deseja conhecê-lo eu poderia lhe ser de muita ajuda nesse sentido. Se ficar aqui até que a escavação acabe, usarei minhas influencias necessárias para encontrá-lo.
Ela preferia morrer a aceitar sua ajuda.
—Não necessito desse tipo de ajuda, senhoria. Eu gostaria de conhecer meu avô porque acho isso correto, não porque se sentiria intimidada por um homem de um nível mais alto. Também, não quero ficar aqui. Tenho estado trabalhando em escavações em toda minha vida e quero mudar de ares. Quero conhecer gente nova.
—E segundo ouvi, também quer encontrar um marido.
Demi se incomodou com essas palavras. Não pode detectar nenhuma suspeita de escárnio em sua voz, mas devia estar rindo-se interiormente ante a ideia de que alguém quisesse se casar com ela.
—Não vejo nada de errado nisso.
—Se seu objetivo é se casar, senhorita Lovato, me permita dissuadi-la. Nesta vida é muito melhor não procurar complicações, se possível.
—Obrigada por sua cínica opinião sobre o tema, senhoria, mas não a compartilho. Eu gosto de acreditar que o casamento é uma combinação de amor, respeito e companhia, não é uma complicação. E como disso, há muitas outras razões por que me demito do meu posto.
—Então não gastarei saliva tratando de convencê-la de que a esqueça. A única que peço é que adiei até que minha escavação esteja acabada ou no mínimo, até que o museu esteja aberto.
Quando ela não respondeu e continuou escolhendo as pedras como se ele não estivesse falando, Joseph se aproximou mais, o bastante para que cada vez que ela mexia o braço, seu cotovelo o roçava.
—Eu pensei que gostasse de seu trabalho, senhorita Lovato.— murmurou —Acredita que era feliz aqui.
Demi se deteve, uma enorme dúvida a invadiu. Sim, ali ela tinha sido feliz, tinha desfrutado de seu trabalho; um trabalho que era agradável e familiar e que a enchia de orgulho e estava a ponto de abandonar todo esse por um mundo muito diferente. Não pode evitar se perguntar se estava fazendo o correto.
Não, no dia anterior tudo tinha mudado, sua felicidade tinha sido destruída e não queria continuar trabalhando para um homem que a respeitava tão pouco.
—Não há nada que o senhor possa dizer para me convencer de que eu fique aqui mais de um mês.
—Eu dobro seu salário.
—Não.
—Eu triplico então.
Ela interrompeu seu trabalho com um exasperado suspiro e virou a cabeça para olhá-lo.
—O senhor é incapaz de entender a palavra «não»?
—Tenho certa dificuldade com essa palavra concreta — reconheceu ele.
—Não me surpreende — respondeu ela retomando seu trabalho. —Certamente não ouvi muitas vezes.
—Raramente — aceitou Joseph. —Sou arrogante, reconheço,—continuou— e todo o resto. Eu admito, senhorita Lovato. Mas lhe peço para esquecer meus defeitos, aceite minha oferta de triplicar-lhe o salário e fique.
Demi não estava surpresa com suas sinceras tentativas de auto desprezo, mas nunca mais ia ceder a ele.
—Quanta persistência, senhor, os meninos de rua de Cairo poderiam aprender com o senhor, mas a minha resposta continua sendo não.
—Não poderia ficar no mínimo até março? Eu prometi a meus amigos que o museu estará aberto até o dia quinze desse mês. Preciso dos melhores que posso encontrar para este projeto. Como a senhorita mesma me assegurou uma vez que é a melhor restauradora disponível. Não posso encontrar ninguém tão capaz como a senhorita.
Ela não se empolgou com seus elogios.
—Esse é o problema — respondeu friamente.
—Certo. —Ele se afastou dela e não disse mais nada.
O silencio se prolongou e Demi esperava que finalmente tivesse aceitado sua demissão. No entanto, um momento antes, ele falou de novo e suas palavras sugeriram o contrario.
—Eu gostaria de chegar a um acordo.