segunda-feira, 8 de maio de 2017

Meu Principe Capitulo 1

–Vossa alteza!
-Pelo amor de Deus Nicholas, você também não!
-Por que não, logo será o rei Joe.
-Não precisa ficar me lembrando.
-E depois se casar com a Lady Swift!
-Eu poderia renunciar, ai você assumiria.
-Eu não!
-Claro que sim, é meu irmão!
-E terceiro na linha sucessória. Esqueceu de nosso primo Alfred?
-Droga!
-Sim, droga, duvido que ele iria renunciar ao trono.
-Eu me esqueço dessa corja.
-Eu não!
-Maldição.
-Tenho que ir.
-Pra onde?
-Viajar, tirei férias.
-Eu queria ter férias, irá onde?
-Saint Tropez.
-Logo nesse lugar?
-Claro, só tem gente linda lá.
-Você é um príncipe, por Deus.
-Sim, um príncipe, mas não o herdeiro.
-Sai logo daqui!
Nick sai do salão rindo.
-O que eu fiz pra merecer isso?
-Alteza, a lady Swift.
-Já chegou? Argh! Pode a deixar entrar.
-Alteza.
-Lady Swift, que surpresa.
-Estive passando pelas redondezas e resolvi vir te visitar.
-Fico agradecido.
-Sabe, semana que vem, terá opera e eu estou doida para ir.
-Sim, opera é bom.
-Sim, mas não tenho nenhuma companhia.
-Que lastima....Igor!
-Sim alteza?
-Já deu a hora da reunião?
-Reunião?
-Sim, com os nobres. Tenho certeza que é hoje.
-Ah sim vossa alteza, me perdoe, estava revendo sua agenda da semana que vem que esqueci completamente.
-Tudo bem Igor, chegaram todos?
-Sim senhor.
-Papai também esta na reunião?
-Perdão?
-Ele não me disse que viria.
-Essa reunião é para os nobres...
-E meu pai é um.
-Como eu iria dizer, para os nobres que vivem aqui na cidade e sua família vive no interior.
-Ah sim.
-Bom tenho que ir Lady.
-A vontade alteza, nos veremos na opera?
-Provavelmente...não.


e assim começa mais uma historia
como podem ver, o principe Joe é todo certinho, ja seu irmao......
é isso por agora
bjemi
ps: poderia comentar sobre o fim do namoro da demi e bomba mas nao farei isso, so digo uma coisa
JOE FIQUE SOLTEIRO OK! E LOGO MISERAVI

sábado, 6 de maio de 2017

Meu Principe

Sinopse
Demi desde a infância era amiga de Selena, a menina rica da cidade.
Depois de uma viagem de ferias familiar, Selena conhece Nick Jonas um nobre europeu e é amor a primeira vista. Com isso o casamento é iminente, e Demi como madrinha tem que viajar ate o pais da família Jonas e lá conhece o príncipe Joe Jonas, irmão de Nick. O primeiro encontro não é nada amistoso, mas com o passar das semanas algo esta mudando. Mas sera que a diferença de culturas e opiniões pode atrapalhar o possível romance?



 E logo mais uma aventura vai começar
segunda postarei o primeiro capitulo...(ia postar antes, mas a toupeira aqui fez capa da fic que ainda ta sendo escrita zzzzzz)
bom ate segunda;
bjemi

terça-feira, 2 de maio de 2017

Traição EPILOGO


Por ironia do destino, Demi descobriu que estava em trabalho de parto quando se encontrava no meio da escada. Sozinha. Segurou no corrimão e dobrou o corpo para a frente quando uma forte contração lhe varou o ventre. O trabalho de parto não era para começar de modo lento?
Demi teve vontade de soltar uma risada pelo fato de o destino a estar castigando por se esgueirar pela escada sem que Joseph soubesse.
Embora ele tivesse concordado em deixá-la transitar sozinha pela escada nos estágios iniciais da gravidez, agora que Demi estava se aproximando da data provável do parto,
Joseph voltara a insistir para que ela não descesse nem subisse os degraus sem que alguém a acompanhasse.
Agora enlouqueceria sabendo que ela estava com nove meses de gravidez e, a julgar pelador em seu ventre, prestes a dar à luz.
Demi se deteve em um dos degraus, segurando no corrimão e inspirando rapidamente e repetidas vezes. Teria gritado se não estivesse tão ocupada puxando o ar para dentro dos pulmões. Além disso, Joseph estava ocupado com uma infinidade de ligações telefônicas devido à relocação de Kevin nos escritórios de Nova York. O irmão estava assumindo as operações naquela cidade para que Joseph pudesse permanecer na Europa. Os dois estavam em contato havia horas, discutindo medidas de segurança, já que os sequestradores de Demi ainda estavam à solta.
Quando Demi ouviu passos atrás dela, aprumou a coluna e conjurou seu melhor semblante como se nada estivesse errado. Relanceou um olhar cheio de culpa a Joseph, que se encontrava parado no topo da escada, com uma expressão de desaprovação a lhe alterar as feições.
Em seguida, ele começou a descer os degraus, durante todo o tempo resmungando em grego.
– O que devo fazer com você, agape mou? – perguntou quando a alcançou.
– Levar-me para o hospital? – perguntou com voz fraca, dobrando o corpo mais uma vez sob o efeito de uma nova contração.
– Demi! Pedhaki mou! Está em trabalho de parto? – Joseph nem ao menos esperou pela resposta, não que precisasse de uma. Ergueu-a nos braços e desceu a escada em disparada, gritando para o piloto do helicóptero, que se encontrava permanentemente na ilha durante as duas últimas semanas esperando por tal evento. – Não se preocupe, minha querida.
Nós a levaremos para o hospital em tempo recorde.
– Querida? – Demi soltou uma risada que terminou em um gemido de dor. – Isso dói! – O rosto de Joseph estava pálido quando subiu no helicóptero com ela nos braços. – Não lhe dou permissão de usar tratamentos carinhosos em inglês – disse ela ofegante. – Em grego fica muito mais sexy.
– Pedhaki mou. Yineka mou. Agape mou – sussurrou ele no ouvido de Demi. Minha pequena, minha mulher, meu amor.
– Assim está muito melhor. – Ela sorriu e voltou a exibir uma careta de dor quando o helicóptero decolou. Joseph estava uma pilha de nervos durante todo trajeto. O piloto pousou no heliponto do hospital e uma equipe médica a estava aguardando para admiti-la.
Dentro de apenas uma hora, com Joseph pairando ao lado de Demi e lhe segurando a mão, Dimitri Jonas veio ao mundo para a euforia de seus pais.
– Ele é lindo, agape mou – murmurou Joseph inclinando-se na direção da mãe e do filho. Dimitri estava se alimentando, satisfeito, no seio de Demi, cena que o pai observava, fascinado.
– Ele é perfeito – concordou ela extasiada. – Ah, meu amor, tudo está tão perfeito!
Joseph a beijou com ternura, o amor que sentia pela esposa lhe transbordando o coração.
– S’agapo, yineka mou.
Demi lhe tocou o rosto e sorriu.
– S’agapo, Joseph. Para sempre.


ENCERRADO DE VEZ
Yuki Furukawa e Honoka Miki agradecem a presença

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Traiçao Capitulo 16 ULTIMO+Aviso

Demi se encontrava parada diante da janela do quarto, com o olhar perdido. Àquela altura, nada que Joseph fizesse deveria feri-la, mas aquele homem ainda exercia tal poder sobre ela.
– Demi.
Girando, ela se deparou com Joseph parado à soleira da porta. Parecia cansado. As feições abatidas e os olhos preocupados. Havia algo mais naquela expressão. Tristeza e…medo?
Joseph entrou no quarto um pouco hesitante.
– Precisamos conversar.
Demi sentiu a tensão crescer e, em seguida, se preparou para o que sabia que viria. O repúdio de Joseph. Ela desviou o rosto, mas anuiu. Sim, precisavam conversar e colocar um fim naquilo.
Os dedos longos pousaram sob seu queixo, antes de ele gentilmente lhe virar o rosto para que o encarasse.
– Não fique assim, agape mou. Não gosto de vê-la triste.
– Por favor – suplicou ela. – Apenas diga o que quer. Não prolongue mais isso.
Joseph baixou a mão para lhe capturar o punho. O polegar lhe roçando a pulsação que acelerou diante daquele toque.
Demi permitiu que ele a guiasse até a cama. Joseph a sentou e se acomodou ao seu lado. O corpo enrijecido e a postura gritando aflição. De repente, ela não queria esperar para ouvir o que Joseph tinha a dizer. A raiva em ebulição dentro dela.
– Você mentiu para mim – começou ela. – Tudo que me disse desde aquele dia no hospital foi uma mentira atrás da outra. Você não gosta de mim. Todas as coisas que disse não passaram de mentiras. Quando me levava para a cama, me desprezava, mas ainda assim fez amor comigo e me fez acreditar que se importava comigo. Que tipo de pessoa age dessa forma? – Demi estremeceu e levou as mãos ao rosto.
– Está errada – retrucou Joseph com voz suave, afastando-lhe as mãos e levando uma delas aos lábios para lhe beijar a palma. – Gosto muito de você. Não a desprezava quando fazíamos amor. Sim, menti sobre os detalhes. Orientaram-me para não fazer ou dizer nada que a aborrecesse até que recuperasse a memória. Eu menti, mas sobre coisas pequenas. Não sobre as importantes. Como, por exemplo, o quanto gosto de você. S’agapo, pedhaki mou. –Demi baixou a cabeça, sentindo as lágrimas lhe queimarem os olhos. Como queria acreditar nele. No entanto, Joseph não fizera nada para merecer sua confiança. – Errei muito com você. – Demi ergueu a cabeça, encarando-o com expressão chocada. Aquele homem admitindo que errou? Vergonha e uma dor profunda desbotavam os olhos âmbar. – Há coisas que deve saber. Nunca recebi nenhum pedido de resgate. Eu teria movido céus e terras para libertá-la. Nenhuma quantia seria alta o suficiente. Não sabia que você havia sido sequestrada.
O queixo de Demi pendeu.
– Como poderia não saber?
Os olhos de Joseph se tornaram conturbados.
– Taylor destruiu os bilhetes com os pedidos de resgate. Estava certa em não gostar dela e, por ter ignorado sua intuição em relação à minha assistente, eu a coloquei em grande perigo.
A mente de Demi parecia arrastada em um redemoinho diante de tudo que ele lhe dissera.
Ergueu uma das mãos trêmulas e a levou à boca. Joseph não recebera os pedidos de resgate?
– Pensei… – Ela se calou e fez um movimento negativo com a cabeça, sufocada pela emoção.
– O que pensou, agape mou? – perguntou ele, com voz suave.
– Que você me odiava – sussurrou ela. – Que não queria pagar o resgate porque pensava que eu o havia roubado. Que eu não valia nem mesmo meio milhão de dólares.
Joseph gemeu e a puxou para seus braços. As mãos longas tremiam enquanto lhe acariciavam as costas.
– Eu sou um tolo. Estava errado em acusá-la como fiz. Não há defesa para a minha atitude.
Demi recuou e ergueu o olhar para encará-lo.
– Não acredita que eu o tenha roubado?
Joseph negou com um gesto veemente de cabeça.
–Não. Foi Taylor. Ela plantou aqueles papéis em sua bolsa para me fazer acreditar que era você. – Joseph fez uma pausa e passou uma das mãos pelos cabelos. – Embora pensando que você havia roubado minha empresa, isso pareceu não ter mais importância depois de seu sequestro. Tudo que me importava era tê-la de volta ao seu lugar. Ao meu lado. – Os lábios de Joseph se comprimiram. – Naquela noite, quando me questionou sobre nosso relacionamento… eu fiquei assustado. – Demi ergueu uma das sobrancelhas. A ideia de assustar Joseph era hilariante. – Pensei que estava se sentindo infeliz. Que quisesse mais do que eu lhe estava dando – admitiu ele. – E depois fiquei ainda mais irritado porque aquilo me assustou. Estava decidido a não permitir que você determinasse nosso relacionamento, portanto a afastei, afirmando que não tínhamos um, que você não passava de uma amante.
O coração de Demi disparou diante da vulnerabilidade estampada naquele belo rosto másculo. Sentiu um aperto no peito e à medida que a pulsação acelerava, mais difícil se tornava oxigenar os pulmões.
– O que está dizendo? – sussurrou ela.
– Que eu a amo, pedhaki mou. S’agapo. – Os olhos azuis se arregalaram quando ela percebeu o que as palavras que Joseph dissera significavam. Demi se viu incapaz de formular uma resposta, portanto limitou-se a encará-lo em estado de choque. – Tenho um péssimo modo de demonstrar isso – disse ele, escarnecendo de si mesmo. – Era orgulhoso, muito orgulhoso para confessar meus sentimentos. Nem mesmo os conhecia. Sabia apenas que não queria que você partisse e fiquei com raiva por pensar que estava insatisfeita com nosso relacionamento. E então, quando vi aqueles papéis em sua bolsa, tomei um choque e fiquei furioso. Não podia acreditar que você tivesse sido capaz de me roubar.
– Mas acreditou – argumentou Demi pesarosa.
Joseph desviou o olhar. A dor lhe contraindo as feições.
– Eu estava com raiva. Nunca senti tanta raiva. Pensei que havia me usado para ajudar meu concorrente. Por isso a mandei embora. – Ele passou uma das mãos pela nuca. – E Deus me ajude! Eu a entreguei direto nas mãos daqueles sequestradores.
Demi fechou os olhos, não querendo recordar o medo e o desespero que experimentou durante o cativeiro. Embora tivesse recuperado a memória, aquela parte ainda se encontrava enevoada. Talvez a tivesse bloqueado para sempre.
– Você me ama? – Demi ainda estava presa àquelas palavras. O restante da conversa estava meio confuso e ela se fixava naquela declaração.
Mais uma vez Joseph a puxou para os braços, envolvendo-a como uma delicada peça de cristal.
– Não soube demonstrar isso, mas eu a amo de verdade. Quero uma chance para provar meu amor. Quero que se case comigo. Por favor.
Confusa, Demi fez um gesto negativo com a cabeça diante da súplica humilde.
– Ainda quer que eu me case com você?
Joseph a pressionou contra o corpo até encostar os lábios na testa delicada.
– Não precisa responder agora. Sei que disse muitas coisas que a chocaram. Mas me dê uma chance. Prometo-lhe que não se arrependerá. Farei com que volte a me amar. Nunca mais vou negligenciar seu sentimento precioso como fiz.
Demi estava convencida de que havia enlouquecido. Finalmente perdera a sanidade.
Joseph a segurava nos braços, declarando seu amor e desejando que se casasse com ele.
Dessa vez, para valer. Sem fingimentos. Sem mentiras ou meias verdades entre os dois.
Gentilmente, ele a afastou e depositou um beijo suave em seus lábios.
– Pense nisso, agape mou. Esperarei o tempo que for preciso por sua resposta.
Joseph se ergueu como se lhe sentisse a necessidade de ficar sozinha e se encaminhou à porta, estacando apenas para lhe voltar um último olhar, antes de desparecer de vista.
Demi permaneceu sentada por um longo tempo, com o olhar pregado na agora vazia soleira da porta. As mãos tremiam e o peito se comprimia. Ele a amava? Taylor plantara os papéis incriminatórios em sua bolsa e depois destruíra os pedidos de resgate?
Um tremor lhe varou o corpo. A assistente de Joseph a odiaria a tal ponto? Ou apenas desejava o patrão desesperadamente? Talvez os dois. Ou talvez Taylor estivesse trabalhando para o concorrente de Joseph durante todo o tempo.
Os acontecimentos dos últimos dias ainda pesavam sobre ela. Não podia simplesmente esquecer tudo porque ele lhe pedira desculpas e lhe oferecera seu amor e um casamento, certo? Nem mesmo pudera reciprocar aquela declaração, porque Joseph não acreditaria se lhe dissesse isso agora.
Demi suspirou e se deitou de lado, encolhendo os joelhos até que lhe tocassem o abdômen.
Estava tão cansada! Desgastada, tanto física quanto emocionalmente. Acariciou a barriga, sorrindo quando o filho se mexeu e chutou sob seus dedos.
– O que devo fazer? – sussurrou. Temia dedicar seu amor a Joseph outra vez. Mas também a assustava a ideia de ficar sem ele. Por mais estrago que aquele homem havia lhe causado ao coração, experimentava uma dor profunda só de pensar em deixá-lo.
Demi fechou os olhos por um breve instante. A exaustão transbordava por todos os seus poros. Não podia tomar uma decisão tão importante em questão de minutos. Havia muita coisa em jogo. Tinha um filho para levar em consideração. E a si mesma.
Nos dias que se seguiram, Joseph lhe satisfez todas e quaisquer necessidades. Ele amimava, a enchia de atenções e se esmerava nos cuidados com Demi. Repetia incessantemente que a amava, embora mantivesse uma distância respeitável entre ambos.
Ao que parecia, Joseph se sacrificava ao máximo para não a pressionar em nenhum sentido. Não era capaz de usar a paixão eletrizante que existia entre os dois para persuadi-la e Demi se sentia grata por isso.
Dois dias depois de Joseph a pedir em casamento, os dois irmãos vieram visitá-los.
Demi tentou se retirar pensando em deixar que os três discutissem seus negócios à vontade, mas, para ser sincera, ainda se sentia constrangida e envergonhada na presença dos dois, embora nada tivesse feito para merecer qualquer censura.
Entretanto, era com ela que os dois irmãos desejavam falar, e Demi encarou, confusa, os semblantes sérios à sua frente.
– Agimos de maneira imperdoável com você, irmãzinha – disse Kevin.
Nick anuiu em concordância.
– Compreenderemos se nunca nos perdoar. Fomos grosseiros. Não há defesa para o modo como a tratamos, principalmente quando está esperando um sobrinho nosso.
O sentimento de culpa e o arrependimento era patente nas duas expressões, mas Demi não tinha ideia do que dizer para aliviar a situação.
Kevin deu um passo à frente, pousou as mãos com suavidade nos ombros de Demi e lhe deu um beijo de cada lado do rosto. Quando recuou, foi a vez de Nick fazer o mesmo.
Demi relanceou o olhar a Joseph, percebendo a expressão séria em seu olhar. O rosto estava abatido e parecia mais fino, como se tivesse perdido peso. Parecia… infeliz. Não se tratava de culpa, embora a atmosfera estivesse repleta daquele sentimento. Dava a nítida impressão de ter perdido a única coisa que lhe importava. Ela?
O pensamento quase a paralisou. Demi exibiu um sorriso trêmulo para Kevin e Nick e, em seguida, se desculpou, quase correndo na pressa de se retirar daquela sala.
Escancarou a porta que dava para o pátio e recebeu de bom grado o ar frio que a recepcionou. Inspirou várias vezes, tentando acalmar as emoções conturbadas.
A mente passou por todos os sentimentos que a invadiram nos últimos dias. Traição.
Haviam mentido para ela. Demi impediu a progressão daqueles pensamentos, porque agora imaginava se Joseph realmente havia mentido sobre seus sentimentos.
A aparência dele refletia o modo como ela se sentia. Perdida. Ambos estavam obviamente feridos. Se Joseph a odiasse de verdade, por que teria se dado ao trabalho de representar um papel tão elaborado quando ela perdera a memória? Por que sentira qualquer obrigação em relação a alguém que o havia roubado?
– Está esperando um filho dele – murmurou ela. E, sim, tinha ideia do quanto a mãe de um filho de Joseph seria digna de cuidados, mas por que ele não fizera o que Kevin sugerira e a colocara simplesmente em um apartamento qualquer? Por que a paparicara, fizera amor com ela, agira como se gostasse dela?
De fato a amava? Tal declaração lhe devia ter sido muito custosa. Joseph não era um homem inclinado a dar voz aos próprios sentimentos. Durante todo o tempo em que estiveram juntos, antes do sequestro, ele nunca lhe revelara nenhum deles. Mas demonstrara de muitas formas que gostava dela.
Poderia voltar a confiar em Joseph? Tal pensamento a assustava e ao mesmo tempo lhe oferecia certa paz. A escolha seria dela. Ela determinaria o próprio futuro.
Mesmo enquanto as opções se alternavam na mente de Demi, ela sabia o que faria. Tinha plena ciência do que queria, mesmo sabendo que talvez não fosse a melhor escolha. O coração nem sempre fazia a escolha mais sábia, pensou com expressão pesarosa.
Ainda assim, descobriu-se entrando na casa e indo à procura de Joseph. A preocupação lhe dava um nó nas entranhas, mas ela sabia que estava tomando a decisão certa, mesmo que não lhe parecesse tão certa assim no momento.
Demi o encontrou na sala onde o deixara, olhando pela janela com um drinque na mão. Os irmãos haviam partido e o silêncio tornava a atmosfera pesada. Ela estacou por um instante, reunindo coragem. Joseph tinha a aparência de quem não dormia havia dias. A calça comprida estava amarfanhada e as mangas da camisa enroladas até os cotovelos. A sombra de uma barba lhe escurecia a mandíbula e os cabelos estavam desgrenhados.
Ainda assim, era extremamente desejável. Demi teve ímpetos de cruzar a sala em disparada e se atirar naqueles braços fortes. Queria que ele a abraçasse e lhe dissipasse os medos e as dúvidas. O nó que sentia na garganta se agigantou e Demi soube que tinha de falar naquele momento ou arriscar não ser mais capaz.
– Joseph – chamou em tom de voz suave.
Girando, ele pousou o drinque e se precipitou na direção dela.
– Você está bem, agape mou? Há algo que eu possa fazer por você? Desculpe se meus irmãos a aborreceram.
Demi tentou soltar uma risada, mas o som terminou em um soluço. Respirou profundamente e tentou se recompor.
– Eu me casarei com você.
Labaredas escuras faiscaram nos olhos âmbar, tornando-os da cor de ouro velho. As mãos fortes seguraram os ombros de Demi enquanto ele a encarava.
– É verdade? – perguntou com voz rouca. Demi anuiu. Joseph fechou os olhos e, em seguida, a puxou contra o corpo. Por um longo instante, apenas a abraçou. Em seguida, deu um passo atrás, e a olhou nos olhos. – Está falando sério? Você se casará comigo?
Demi umedeceu os lábios em um gesto nervoso.
– Quero uma cerimônia discreta. Sem festejos. O mais reservada possível.
Joseph anuiu e lhe segurou o queixo.
– Tudo que você quiser.
– E quero… – Demi desviou o olhar e prendeu o lábio inferior entre os dentes.
– O que você quer, agape mou? Diga-me. Não há nada que eu não faça por você. Tudo que tem a fazer é pedir.
– Não quero ficar aqui – disse ela em tom de voz calmo. – Gostaria de voltar para a ilha. –Demi cerrou os punhos com tanta força, que as juntas dos dedos se tornaram esbranquiçadas.
A expressão de Joseph suavizou e ele cobriu a mão delicada com a dele, abrindo-lhe os dedos e os entrelaçando aos seus.
– Voaremos para lá assim que nos casarmos.
O alívio teve um efeito calmante nas veias de Demi.
– Está falando sério? Não se importa?
– Sua felicidade é tudo para mim. Pediu algo tão simples. Como não lhe satisfazer a vontade? Tornarei aquela ilha nosso lar se for esse o seu desejo.
Demi anuiu.
– Isso me agradaria.
– Então, tomarei as providências imediatamente.
Joseph não perdeu tempo em finalizar os preparativos para o casamento e organizar a viagem para a ilha. Sozinho, rearranjou sua agenda de trabalho, providenciou para que tudo que Demi precisasse fosse comprado, embora já tivessem comprado o vestido de noiva.
Demi não pôde deixar de se admirar com tudo que ele providenciara em tão pouco tempo.
As autoridades a interrogaram agora que ela recuperara a memória e Demi teve de passar várias e exaustivas horas fornecendo-lhes os detalhes que conseguia se lembrar. Os sequestradores não a haviam machucado e mostraram até mesmo um pouco de consideração quando sua gravidez ficou evidente. Eles a haviam observado, sabendo que era próxima a Joseph e a atacaram quando surgiu oportunidade. Optaram por uma quantia modesta para o resgate, esperando consegui-la sem muito alarido. Quando viram que não conseguiriam seu intento, abortaram o plano do sequestro e tomaram providências para que Demi fosse encontrada. O fato de saber que Joseph ignorara o pedido de resgate fora a gota d’água que transbordara o copo. Fora naquele momento que Demi bloqueara seu passado, tão abalada ficara com aquela traição. A emoção devastadora a levara à amnésia. O medo de ser abandonada pelos sequestradores, o terror de ser deixada sozinha, sem ter para onde ir ou ninguém a quem recorrer.
Demi ficara transtornada durante o relato e Joseph sofreu a agonia de ser confrontado com tudo que ela havia passado. Por sua causa, pensou ele. Durante todo o depoimento, ele se manteve ao lado dela em atitude protetora e pediu que parassem quando percebeu que Demi não poderia mais suportar.
A polícia ficou de posse dos contatos de Joseph para que a chamassem caso fizessem prisões ou necessitassem de seu testemunho.
Dois dias depois, estavam casados. Kevin e Nick compareceram, e Patrice foi a única testemunha da cerimônia.
Após os trâmites legais, Nick lhe desejou as boas-vindas à família de maneira reservada enquanto Kevin foi mais efusivo.
– Você o faz muito feliz, irmãzinha – murmurou ele enquanto a puxava para um abraço.
Demi exibiu um sorriso tímido, mesmo sabendo que Kevin não se deixaria enganar comisso.
Pouco depois, os dois irmãos de Joseph partiram. Kevin, para a Inglaterra, e Nick, para o Rio de Janeiro, a fim de supervisionar os planos para a construção do novo hotel.
Patrice retornou a Atenas, onde se encontraria com o Dr. Karounis. Embora Joseph quisesse esperar mais um dia, antes de viajarem para a Grécia, Demi não abriu mão departirem tão logo a cerimônia acabasse. Queria retornar à ilha, ao lugar onde fora feliz mesmo que por um curto período de tempo. Nova York guardava muitas lembranças desagradáveis e queria apenas se afastar dali.
Joseph a acomodou no jato particular e insistiu para que ela dormisse durante toda a viagem. Era tarde quando aterrissaram e ainda mais tarde quando o helicóptero tocou o solo da ilha.
Entretanto Demi se sentia aliviada por estar em casa.
Joseph a carregou nos braços para dentro da casa e não a soltou até que estivessem no quarto. Sentou-a sobre a cama e, em seguida, se ocupou em despi-la e colocá-la debaixo das cobertas.
Quando se deitou ao lado dela e se limitou a segurá-la nos braços com delicadeza, como se estivesse com medo de tocá-la, Demi franziu a testa na escuridão. Ergueu o corpo e esticou o braço por sobre Joseph para acender a luz do abajur que ele apagara momentos antes.
– O que há de errado? – perguntou quando ela baixou o olhar para encará-lo.
Demi o estudou, observando as linhas que lhe vincavam os cantos dos lábios e a preocupação estampada nos olhos dourados. E então, naquele momento, percebeu que
Joseph estava com medo.
– Faça amor comigo – sussurrou Demi. Os olhos de Joseph faiscaram como ouro líquido e um suspiro sonoro lhe escapou dos lábios. – Preciso que faça amor comigo.
– Tem de estar certa disso, agape mou. Não quero pressioná-la a fazer nada que não esteja preparada.
– Tenho certeza do que estou dizendo.
Com um gemido rouco, Joseph a deitou e a fez cativa sob seu corpo. Cada beijo, cada toque expressava extrema ternura. Ele a tocava e acariciava com um cuidado reverente.
A camisola foi removida e, instantes depois, Joseph deslizou a cueca boxer pelas pernas musculosas, em um movimento suave e preciso. O corpo forte, quente e excitado, cobriu o dela. O prazer a inundou em ondas, quando os lábios experientes se fecharam em torno de seu mamilo. Joseph o sugou de leve, roçando a língua pela protuberância intumescida para, em seguida, aplicar o mesmo tratamento ao outro.
Uma das mãos longas se espalmou, protetora, sobre o abdômen avantajado e em seguida a puxou contra o corpo enquanto a boca quente e sensual imprimia uma trilha de beijos ardentes pelo pescoço, até lhe capturar os lábios.
– S’agapo, pedhaki mou, S’agapo – murmurou ele com uma voz tão rouca e com tanta emoção que fez lágrimas brotarem nos olhos de Demi.
– Por favor – suplicou ela enquanto Joseph se movia por seu corpo. – Preciso de você.
Com uma única e lenta investida, ele a penetrou. Os movimentos cuidadosos e calculados.
Mas ela não queria ser tratada com tanto zelo. Desejava-o por completo. Portanto, arqueou os quadris e enroscou as pernas em torno da cintura reta.
Soluços de desejo e prazer lhe escapavam da garganta e, pela primeira vez, a dor minimizou a uma lembrança distante. Era como se existisse apenas aquele momento e o homem que amava.
Com uma velocidade alucinante, ela escalou a montanha do prazer e despencou em queda livre no êxtase. Joseph estava lá para segurá-la, puxando-a de encontro ao corpo e murmurando palavras de amor contra seus lábios.
Demi se aninhou no casulo protetor daquele abraço quase se fundindo a ele. Precisava daquela proximidade. Precisava dele.
– Não me deixe – sussurrou ela.
– Nunca, agape mou – prometeu Joseph, acariciando lhe os cabelos, as costas, o abaulamento do abdômen enquanto ela flutuava para o sono. A última coisa que ouviu foi ele dizer que a amava.
Demi escorregou para fora da cama e vestiu o robe para cobrir a nudez. Joseph ainda dormia profundamente. O braço esticado como se o estendesse para segurá-la.
Haviam feito amor durante quase toda a noite. Por fim, imergiram em um sono exausto pouco antes da madrugada. Demi ainda sentia o corpo formigar com o toque, os lábios e as carícias ternas daquele homem. Observando-o, soube que não poderia esperar mais. Não poderia continuar torturando os dois. Suas incertezas haviam se dissipado. Os temores teriam o mesmo destino com o tempo.
Demi desceu a escada com um sorriso tristonho ao se lembrar da comoção que
Joseph faria pelo fato de não tê-lo esperado.
Após uma parada na cozinha, onde comeu uma rosquinha e bebeu um copo de suco, se aventurou até a sala de estar para apreciar a vista do oceano.
Foi lá que Joseph a encontrou. Deslizou os braços em torno do corpo de Demi, espalmando-as sobre o abdômen protuberante e lhe beijou a curva do pescoço.
– Levantou-se cedo, agape mou.
– Estava pensando – murmurou ela, girando nos braços fortes para encontrar o olhar preocupado de Joseph.
Os dois se olharam nos olhos por um longo tempo e, por fim, ele disse com voz rouca:
– Acha que terei a chance de ser amado por você? Ou arruinei essa possibilidade para sempre?
O olhar de Demi suavizou e o coração se inundou mais uma vez com o amor que transbordava em seu peito. Amor e perdão.
– Eu já o amo – retrucou com voz suave. A surpresa varou o semblante de Joseph, seguida de perto pela dúvida. – Sempre o amei. Desde o instante em que o vi pela primeira vez, jamais existiu outro homem para mim. E nunca existirá.
– Você me ama? – perguntou ele, maravilhado. A esperança florescendo nos olhos âmbar.
– Não podia revelar meus sentimentos antes – explicou ela. – Não em Nova York, quando tudo estava tão confuso. Não teria acreditado se eu tivesse confessado meu amor logo depois que revelou o seu. Queria voltar para cá, onde fomos felizes. Queria que nossa vida começasse aqui.
Joseph a envolveu nos braços, puxando-a contra o corpo trêmulo. A voz embargada pela emoção quando murmurou palavras de amor em grego. Ele alternava entre a língua natal e o inglês enquanto professava seu amor e lhe dizia o quanto lamentava a dor que lhe causara.
Em seguida, ergueu-a nos braços e a carregou pela escada de volta para a cama, onde fez amor com Demi de forma doce e apaixonada outra vez. Mais tarde, encostou-a ao corpo e lhe acariciou os cabelos.
– Eu a amo tanto, yineka mou. Não mereço seu amor, mas sou muito grato por tê-lo.
Passarei o resto da vida zelando por esse sentimento. Eu lhe juro.
Demi o abraçou.
– Eu também o amo. Muito. Seremos muito felizes juntos. Eu o farei feliz.
E Demi cumpriu a promessa.



cabouuuuuuuuu
ou nao
sim, tem epilogo, e posso postar ainda hoje se tiver bastante comentarios
sobre proxima fic
ja tem a escolha. quem votou ja deve saber que quem ganhou foiiiiiiiiiiii



sábado, 22 de abril de 2017

Traição Capitulo 15 PENULTIMO

Joseph adentrou o Imperial Park Hotel dispensando os funcionários que se apressavam em cumprimentá-lo. As portas do elevador estavam sendo mantidas abertas para que ele entrasse e fosse levado ao último andar. Instantes depois, Joseph penetrava na suíte luxuosa geralmente reservada aos hóspedes VIP. O irmão o encontrou na sala de estar e ele o encarou com expressão furiosa.
– Por que não a levou de volta ao apartamento? – Joseph quis saber.
– Ela se tornou histérica à simples menção de voltar para lá – justificou Kevin. – Estava disposta a correr o mais rápido e para o mais longe possível. Tive de prometer que não a levaria de volta para a cobertura. – Joseph soltou um xingamento baixo e fechou os olhos.
Em seguida, ergueu a mão e beliscou o nariz em um gesto extenuado. – Ela está à beira de um colapso – prosseguiu Kevin. –Traga aquela terapeuta até aqui para conversar com Demi. Talvez ela possa ajudá-la.
Joseph encarou o irmão com o olhar penetrante.
– Parece preocupado com ela.
– Demi está gerando meu sobrinho. – Os lábios de Kevin se contraíram em uma linha fina. – É como você disse. Não há nenhum sentimento de culpa na expressão ou nas ações de Demi. Ela age como se tivesse sofrido a mais profunda das mágoas. Foi triste vê-la naquele jeito. De repente, queria fazer tudo que fosse possível para protegê-la daquela dor.
– Onde ela está agora? – perguntou Joseph.
– Dormindo – respondeu o irmão. – Ela adormeceu no caminho para cá e nem se mexeu quando a carreguei pelo elevador e a coloquei na cama.
Joseph se encaminhou ao quarto, determinado a se certificar de que ela estava segura.
Cruzou o aposento imerso em penumbra e estacou ao lado da cama. Mesmo durante o sono, atesta de Demi se encontrava franzida em uma expressão de desespero.
Esticando o braço, ele lhe tocou o rosto e lhe afastou um cacho de cabelos macios para trás da orelha. Demi não se mexeu. O rosto pálido estava recostado contra o travesseiro, emoldurado pelos cachos escuros. Olheiras profundas se destacavam acima das maçãs descoradas do rosto e a vermelhidão das pálpebras deixava claro que ela estivera chorando.
Joseph sentiu uma pontada de dor aguda no peito diante daqueles sinais de estresse.
Enquanto retornava à sala de estar, retirou o celular do bolso para chamar a terapeuta.
Quando terminou, fechou o aparelho e se dirigiu a Kevin.
– Onde a encontrou?
Kevin lhe entregou um drinque.
– Ela estava em um jardim a alguns quarteirões de seu apartamento. – O irmão exibiu uma expressão pesarosa quando o encarou. – Estava descalça, sem um casaco ou suéter. Parecia perdida, sem se dar conta do que acontecia ao seu redor.
Joseph praguejou mais uma vez.
– Tem estado assim desde que recuperou a memória. Theos mou, não sei o que fazer. –
Nunca se sentira tão perdido.
– Ainda crê que Demi seja culpada? – Kevin perguntou em tom de voz baixo.
– Não sei – admitiu Joseph. – Às vezes, penso que isso não importa. – Dirigiu o olhar ao irmão esperando encontrar censura. Em vez disso, Kevin lhe devolveu um olhar compreensivo.
– Quando a vi sentada naquele banco, também achei que não importava – retrucou com voz suave.
A terapeuta chegou alguns minutos depois. Joseph a colocou a par de tudo que aconteceu desde que haviam chegado a Nova York. Apesar do constrangimento que sentia em expor detalhes tão íntimos para a mulher, queria deixá-la ciente de tudo que fosse necessário para que pudesse ajudar Demi. Ele contou toda a história à terapeuta. Desde o confronto que tivera com Demi, vários meses antes, até o presente.
Para crédito da profissional, ela não esboçou nenhuma reação. Recebeu calmamente as informações e pediu para ver Demi.
– Ela está descansando, mas pode entrar e esperar que ela acorde. Não quero que ela fique ainda mais aborrecida e tente fugir.
A terapeuta anuiu e seguiu Joseph na direção do quarto. Quando os dois entraram,
Demi se mexeu. Joseph deu um passo para a frente em um gesto automático, mas a terapeuta ergueu a mão para fazê-lo parar.
– Deixe-me conversar com ela – disse em tom de voz suave.
Apesar do desejo de estar perto de Demi, ele anuiu com um gesto breve diante do pedido da terapeuta e girou para se retirar. Porém, não foi muito longe. Saiu do quarto e se encostou à porta, deixando-a entreaberta para que pudesse ouvir o que estava sendo dito.
Seguiu-se um longo período de silêncio, antes de ele ouvir o murmurar de vozes. A princípio, era a terapeuta quem mais falava enquanto a tranquilizava. Após algum tempo, escutou a voz trêmula de Demi e apurou os ouvidos para captar o que ela dizia.
– Fui ao médico no dia em que Joseph chegaria do exterior. Quando descobri que estava grávida, foi um grande choque. Fiquei preocupada com a reação que ele teria. Queria questioná-lo sobre nosso relacionamento… o que ele sentia por mim.
– Continue. – A terapeuta encorajou.
As perguntas que Demi lhe fizera naquela noite agora faziam sentido, e as próximas palavras o fizeram se encolher.
– Ele me disse que não existia nenhum relacionamento entre nós. Que eu era sua amante. Uma mulher a quem pagava para fazer sexo – Demi acrescentou com voz fraca. Joseph teve vontade de protestar. Marchar para dentro daquele quarto e dizer que nunca a considerara alguém a quem ele pagava para fazer sexo. – E então, ele me acusou de… – A voz de Demi morreu, e Joseph escutou um soluço baixo ecoar no quarto.
– Está tudo bem – tranquilizou a terapeuta.
– Joseph disse que eu o havia roubado. Que havia me apropriado dos projetos de um de seus hotéis e os entregado a seu concorrente. E me expulsou do apartamento.
– E você os roubou?
– Você é a primeira pessoa que me perguntou isso – disse Demi abatida. Mais uma vez
Joseph se encolheu como se tivessem lhe desferido um golpe mortal. Demi tinha razão.
Ele não perguntara. Tudo que fez foi julgá-la e condená-la. – Fiquei perplexa. Ainda não consigo entender. Nunca vi os papéis que ele atirou sobre mim. Não sei por que ele pensou que eu os peguei ou como foi capaz sequer de pensar em um absurdo como esse. – As lágrimas que Joseph ouvia na voz fraca e magoada tiveram o feito de pequenas adagas se cravando em seu peito. A tensão lhe crescia no íntimo até pensar ser capaz de explodir. Uma sensação horripilante lhe percorreu a espinha. O que fizera? – E então…
Mais uma vez Demi se calou vencida pelos soluços. Seguiu-se outro silêncio prolongado, no qual a terapeuta sussurrou palavras tranquilizadoras.
– Conte-me o que aconteceu a seguir.
– Saí do apartamento, mas sabia que teria de voltar no dia seguinte, depois que Joseph se acalmasse para chamá-lo à razão e lhe dizer que estava grávida. Achava que se tivesse a chance de conversar com ele, faria com que reconhecesse o erro que estava cometendo.
– E o que aconteceu? – perguntou a terapeuta com voz suave.
Joseph pressionou o corpo tenso à porta, fervilhando em expectativa.
– Um homem colocou um saco sobre a minha cabeça e me forçou a entrar em um carro. Fui levada para algum lugar da cidade e informada de que permaneceria refém até que pagassem o resgate. Fiquei aterrorizada. Estava grávida e tive medo que fizessem algum mal a mim ou ao meu bebê. – As mãos de Joseph se cerraram em punhos enquanto lutava contra a raiva que se erguia dentro dele. – Eles fizeram duas propostas de resgate – sussurrou Demi. –Joseph recusou as duas. Deixou-me lá. Oh, Deus! Ele me deixou nas mãos daqueles homens. Eu não valia nem mesmo meio milhão de dólares para ele. – Soluços emergiram da garganta de Demi e se transformaram em pranto.
Joseph se viu paralisado pela incredulidade. Mãe de Deus! Nunca havia recebido nenhum pedido de resgate. Nunca! Sentiu uma golfada de fel lhe subir à garganta. Girando, recostou a testa à parede e ergueu o punho cerrado para pousá-lo a alguns centímetros de distância da cabeça. Sentiu a umidade no rosto, mas não fez nenhum movimento para limpar as lágrimas.
Instantes depois, a terapeuta saiu do quarto e ergueu o olhar para encará-lo. Joseph esperava ver condenação, mas encontrou apenas compaixão no semblante da mulher.
– Eu a sedei. Ela estava quase histérica. Demi precisa descansar acima de qualquer outra coisa. A realidade que se apresenta diante dela é muito dolorosa, portanto ela recua. Esse mesmo instinto de autopreservação é que induziu a amnésia. Agora, que não possui mais esse recurso protetor, está lutando para lidar com tudo isso da forma que encontra. Seja gentil e compreensivo com ela. Não a pressione muito. – A mulher lhe deu palmadas leves no braço enquanto se afastava. – Telefone-me se precisar de mim. Virei imediatamente.
– Obrigado – respondeu Joseph com voz rouca.
Quando a terapeuta partiu, ele se deixou afundar no sofá da sala de estar.
– Deus do céu! – exclamou desolado.
– Eu ouvi – disse Kevin com expressão pesarosa.
– Ela nunca roubou nada. – Joseph fechou os olhos e passou uma das mãos pelos cabelos. – Theos! Nunca recebi nenhum pedido de resgate. Demi pensa… pensa que a deixei à mercê daqueles animais, que a detestava a ponto de me recusar a pagar meio milhão de dólares para que a libertassem.
Kevin colocou a mão sobre o ombro de Joseph em um gesto confortador.
– Temos muito o que investigar.
Joseph anuiu. Os pensamentos se aprofundando enquanto deixava de lado a angústia produzida pelas revelações de Demi e se forçava a repassar os eventos daquela noite na cabeça. Quando a percepção o atingiu, se mostrou tão assustadoramente clara que o fez se amaldiçoar por não ter juntado as peças do quebra-cabeça antes. Estava tão furioso, tão ferido com o que considerara ser uma traição de Demi!
– Taylor – disse conciso.
Kevin ergueu uma das sobrancelhas.
– Sua assistente?
– Ela esteve na cobertura pouco antes de eu encontrar os papéis na bolsa de Demi. Taylor deve tê-los plantado lá.
Outro pensamento lhe ocorreu. Um que o deixou nauseado. Qualquer pedido de resgate seria feito para seu escritório. Suas residências eram mantidas em sigilo total. Demi afirmara que ele ignorara os pedidos de resgate, mas agora percebia que tais pedidos deveriam ter sido entregues e interceptados. Por Taylor.
Joseph se ergueu e girou para encarar o irmão.
– Fique aqui com Demi. Certifique-se de que ela não saia daqui e que seja bem cuidada.
Enviarei um médico para examiná-la.
Kevin também se levantou.
– Para onde está indo, meu irmão?
– Descobrir se o que suspeito é verdade – retrucou ele em um tom de voz baixo e letal.
– Espere! – Joseph estacou e voltou a encarar Kevin. – Deveria chamar a polícia. Se a confrontar e ela confessar, de nada adiantará. Apenas você saberá.
Joseph cerrou os punhos pela frustração, mas sabia que o irmão estava certo. Não queria que Taylor escapasse impune depois do que fizera. Ele poderia lhe tornar a vida um inferno, mas ainda assim ela estaria livre. Queria justiça.
Joseph caminhava de um lado para o outro no confinamento do seu escritório em Nova
York enquanto esperava Taylor chegar. Não queria estar ali. Desejava estar ao lado de
Demi. Kevin ficara com ela, e ele fervilhava impaciente. O estado de Demi não se alterara. Mesmo quando acordara, se mostrara distante, desfocada, não parecendo estar ali.
Era como se ela tivesse se retirado para um lugar onde ele não pudesse mais feri-la.
Joseph fechou os olhos e tentou se focar na tarefa que tinha pela frente. Quando ouviu
Taylor entrar, enrijeceu a coluna. Era tudo que podia fazer para não gritar com ela ou lhe quebrar o pescoço fino. Recorreu a todo seu estoque de forças para injetar um sorriso nos lábios e agir como se nada estivesse errado, como se não odiasse até mesmo o chão que aquela mulher pisava.
– Queria falar comigo? – Taylor perguntou ofegante.
– Sim – murmurou Joseph, deixando o olhar lhe percorrer o corpo de modo sugestivo, mesmo enquanto tinha calafrios de repugnância.
Os olhos da assistente se iluminaram e ela logo adotou uma postura sensual.
– Só agora percebi até onde foi para atrair minha atenção – disse ele com uma risada abafada. – As mulheres costumam dizer que os homens são obtusos, mas acho que me excedi nessa categoria.
A confusão se estampou no rosto de Taylor, mas ela se esforçou para manter um semblante inocente. Não poderia saber a que ele estava se referindo, mas em breve tudo ficaria muito claro. Joseph observou a linguagem corporal da assistente. Os olhos eram as janelas da cretina desalmada que era.
– Por que simplesmente não disse que me queria? – perguntou ele com voz sensual. – Isso teria nos poupado muitos problemas. Em vez disso, fiquei preso a um relacionamento que não queria, embora aprecie seus esforços para me livrar dele. – Taylor relaxou e um sorriso frio lhe curvou os lábios. Era estranho, mas Joseph nunca se dera conta de como aquela mulher era repulsiva. – Como planejou isso tudo? – perguntou com voz sedosa.
Joseph escutou, horrorizado, enquanto a assistente relatava tudo que fizera para fazer parecer que Demi roubara os projetos. O sequestro havia sido um bônus, mas, quando o pedido de resgate chegou ao escritório, vira a oportunidade de se livrar de Demi de uma vez por todas.
Estava tão ansiosa em provar sua devoção a Joseph que não percebeu que admitira ter vendido os projetos para o concorrente.
– Então, você roubou os projetos e os entregou a Marcelli. – A voz de Joseph tinha a temperatura de um iceberg e ela se encolheu diante daquele tom. O rosto empalideceu quando percebeu o que acabara de confessar. – E então incriminou Demi, pensando que não apenas lucraria vendendo meus projetos para o concorrente, como se livraria de Demi para que pudesse ocupar seu lugar. – A boca de Taylor se abriu e fechou e Joseph percebeu que a assistente se dera conta de que ele a induzira a confessar e que estava furioso. – Depois, quando os pedidos de resgate chegaram ao meu escritório, você os destruiu esperando o quê, Taylor, que eles a matassem? Que a removessem permanentemente do cenário?
A raiva o fazia tremer. Taylor não passava de uma névoa vermelha diante de seu olhar irado. Tudo que Joseph conseguia ver era Demi, sozinha e assustada. Esperando um filho seu e vulnerável. Pensando não só que ele a odiava, mas que também a abandonara.
Tinha vontade de chorar.
Taylor pareceu se recompor e o encarava com olhar sarcástico.
– Você nunca conseguirá provar isso.
– Não preciso – retrucou em tom de voz suave, pressionando o pequeno botão do interfone em sua mesa. – Pode entrar, detetive.
Taylor oscilou quando três policiais entraram na sala, com expressões austeras.
– Não pode fazer isso! – grasniu ela. – Eu o amo, Joseph. Seria capaz de qualquer coisa por você.
Com um movimento negativo de cabeça, Joseph lhe virou as costas enquanto ela era escoltada para fora do escritório, com as mãos algemadas. Não queria ouvir o que aquela mulher dizia. Tudo que desejava era voltar para junto de Demi.
– Desculpe-me, agape mou – sussurrou ele.
Demi estava levemente ciente de estar sendo carregada nos braços outra vez. Não por
Joseph. Estava intimamente familiarizada com seu toque para saber que não se tratava dele. Por um instante, entrou em pânico, mas depois ouviu palavras confortadoras em grego e em inglês.
– Relaxe, irmãzinha. Você está segura.
– Para onde estamos indo? – perguntou ela com voz fraca.
– Para um lugar seguro – respondeu ele com voz suave. – Joseph não permitirá que nada de mal lhe aconteça.
Demi teve vontade de protestar, dizer que Joseph não seria capaz de fazer nada por ela, mas não conseguia reunir forças. Em algum momento, ouviu a voz de Joseph e amaldiçoou o fato de se sentir imediatamente segura e ter o pânico suavizado.
Sentiu o roçar de lábios contra sua testa e, em seguida, mãos firmes a acomodando na cama.
Dedos lhe acariciaram os cabelos e a envolveram em um casulo de calor reconfortante.
– Você está segura, agape mou. Nunca mais permitirei que ninguém lhe faça nenhum mal.
– Não me chame assim – gritou ela. – Nunca mais. – Ainda assim, Demi se apegou à promessa de Joseph, mesmo que o coração gritasse em protesto. Aquele homem mentira para ela. Não podia acreditar em nada que ele dissesse. Mas mesmo contra sua vontade, se sentiu relaxar e imergir em um sono sem sonhos.
Quando Demi tornou a acordar, sentiu o cérebro aguçado, como não acontecia desde que recobrara a memória. A névoa que lhe cobria a mente se dissipara. Aquilo era bem-vindo, embora praguejasse contra aquele estado de consciência ao mesmo tempo. A confusão havia evaporado, mas com aquela nova clareza veio a inevitável tristeza.
Sentia-se alerta como se tivesse dormido durante uma semana. E talvez tivesse. Não tinha noção do tempo que se passara. Embora seu passado não fosse mais um mistério, os eventos dos últimos dias se encontravam fragmentados.
Com um suspiro relutante, Demi afastou as cobertas e atirou as pernas para fora da cama.
Quando olhou ao redor, percebeu que não tinha noção de onde estava. O quarto era espaçoso e agradável, com várias janelas que permitiam a entrada da luz natural.
Demi se ergueu e caminhou em direção ao banheiro da suíte, os olhos se arregalando diante do tamanho e da suntuosidade. Observou a banheira de hidromassagem com olhar cobiçoso. Embora não soubesse quantos dias haviam se passado, pois tudo se encontrava envolto em um borrão, tinha certeza de que não tomava banho havia algum tempo e mal podia esperar para se sentir limpa e refrescada.
Apoiando o pé no degrau que dava para a banheira, inclinou-se para a frente e girou a torneira para enchê-la de água. Quando ergueu o olhar, se deparou com Joseph parado à soleira da porta e um arquejo lhe escapou da garganta.
Projetando-se imediatamente para a frente, ele lhe segurou o braço para equilibrá-la.
– Desculpe-me se a assustei, pedhaki mou. Não era essa minha intenção. Fiquei preocupado quando vim ver como estava e não a encontrei na cama.
– Queria apenas tomar um banho – retrucou em voz baixa.
– Não quero que fique aqui sozinha – disse ele. – Pedirei a Srta. Cahill para vir até aqui, portanto se precisar de alguma coisa, basta chamá-la.
Demi fechou os olhos por um instante e inspirou profundamente.
– Por favor, basta de mentiras entre nós. Não há necessidade de fingir que sou importante para você…
A desolação se estampou nos olhos âmbar, e o rosto bronzeado adotou uma coloração acinzentada.
– Você é muito importante para mim, agape mou.
Antes que ela pudesse responder, Joseph se retirou do toalete e, dentro de instantes,
Patrice entrou. Em questão de minutos, Demi se encontrou despida e acomodada na banheira aquecida. Não muito quente, assegurou Patrice, pois banhos muito quentes não faziam bem para mulheres grávidas.
Quando emergiu sob as bolhas fragrantes, Demi recostou-se à lateral da banheira e ergueu o olhar a Patrice.
– Onde estamos? E como cheguei aqui? Pensei que você estava em Atenas com o Dr.
Karounis.
– O Sr. Jonas pediu para que eu voltasse para tomar conta de você – revelou a enfermeira em tom tranquilizador. – Parecia desesperado. A ideia de retornar àquele apartamento a aborrecia tanto que ele resolveu trazê-la para cá.
– E que lugar é este? – Demi quis saber.
– A casa dele – informou Patrice paciente. – Estamos a mais ou menos uma hora da cidade.
Aqui é mais calmo e silencioso. Ele achou que você gostaria.
Lágrimas enevoaram a visão de Demi. E ela pensara não ter mais lágrimas para derramar!
Não sabia que Joseph possuía uma casa fora da cidade. Assim como a ilha, aquele era mais um lugar em que nunca estivera durante todo o tempo em que se relacionara com ele.
Mais uma prova de que nunca ocupara um lugar importante na vida de Joseph.
– Ele está muito preocupado com você – disse Patrice com o semblante se suavizando pela compaixão. – Todos estamos.
Demi negou com a cabeça. Joseph a detestava. Nunca a amara, e ela fora tola demais para não perceber isso.
– O que farei? – sussurrou ela para ninguém em particular. Fora uma idiota em ter aberto mão de seu apartamento, emprego e todos os meios de que disponha para cuidar de si mesma quando fora morar com Joseph. Estivera cega demais pelo amor e pela certeza de que teria um futuro com ele.
– Está na hora de sair da banheira – disse Patrice em tom de voz gentil. – Precisa se secar para descer e comer.
Demi permitiu que a enfermeira a paparicasse. Patrice a secou e a vestiu com uma calça comprida confortável e uma blusa de gestante. Demi acariciou o ventre abaulado e sussurrou um pedido de desculpas ao filho ainda não nascido. Não podia se dar ao luxo de colapsar. Seu bebê dependia dela.
Joseph estava esperando quando ela saiu do quarto. Sem nada dizer, ele lhe segurou o cotovelo e a ajudou a descer a escada. Demi permitiu, muito entorpecida para protestar. Ela também optou pelo silêncio. As emoções se encontravam muito conturbadas para tentar ter uma conversa sensata.
Os dois se acomodaram em uma pequena mesa que dava vista para um jardim meticulosamente cuidado. A luz clara da manhã incidia através das portas de vidro e ela se sentiu aquecida pelos raios de sol.
Joseph pousou um prato abarrotado de comida em frente a ela e se acomodou na cadeira oposta. Demi buliu no garfo e começou a afastar a comida de um lado para o outro do prato, evitando-lhe o olhar.
Quando ele suspirou, Demi ergueu o olhar para encontrá-lo a observando. A expressão do belo rosto sombria como se tivesse passado por um verdadeiro calvário. Ela quase soltou uma risada diante do absurdo daquele pensamento. Mas para seu horror, sentiu ardência nos olhos e o rosto de Joseph começou a embaçar.
– Temos de conversar. Há muita coisa que quero lhe dizer. – A voz grave soava estranhamente estrangulada. – Mas antes tem de se alimentar para recuperar as forças. Sua saúde e a de nosso filho vêm em primeiro lugar.
Demi baixou a cabeça, recusando-se a lhe sustentar o olhar por mais tempo. Concentrou-se em comer e logo percebeu que estava de fato com fome.
Demi estava tomando o último gole de suco, quando ouviu uma porta se fechando a distância e, em seguida, os passos determinados de alguém pelo chão. Ela se virou para ver Kevin entrar na sala, com expressão séria.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Joseph cravou o olhar no irmão e disse com a rigidez do aço na voz:
– Seja o que for, pode esperar até que Demi termine a refeição.
Kevin lançou um olhar preocupado na direção dela e anuiu em concordância com o irmão.
A raiva fez a garganta de Demi se contrair. O que quer que desejassem conversar, era óbvio que não pretendiam discutir na frente dela. Mas por que o fariam? Achavam que ela era a pessoa que os havia roubado.
Demi se ergueu em um impulso e atirou o guardanapo na mesa. Sem dizer nenhuma palavra, girou e se retirou.
– Demi, não vá – protestou Joseph.
Virando-se, ela lhe dirigiu um olhar furioso.
– Fiquem à vontade para conversar. Detesto atrapalhar. Afinal, alguém que o roubou e traiu sua confiança não é digno de escutar sua conversa.
– Theos, não se trata disso. Demi? Espere, droga! – Mas ela o ignorou e seguiu em frente.
Joseph a observou partir e soltou um xingamento. Sentia-se estrangulado pela impotência.
Como poderia esperar que tudo se resolvesse entre os dois? Girou na direção de Kevin, que também a observava se retirar e franziu a testa. – O que o trouxe aqui com essa urgência? –perguntou.
Kevin enfiou a mão no bolso do paletó e de lá retirou um jornal dobrado. Em seguida, o atirou sobre a mesa em frente a Joseph.
– Isso.
Joseph o desdobrou e xingou em quatro idiomas. A primeira página estampava Demi sendo carregada por Kevin no dia em que fugira do apartamento. Logo abaixo, estavam as fotos dele e de Taylor com uma reportagem que detalhava cada faceta da saga dramática de seu relacionamento com Demi.
Joseph atirou o jornal longe.
– Isso foi obra de Taylor. Nenhum dos meus homens falou com a imprensa.
Kevin anuiu em concordância.
– Como fez com que fosse presa por roubo e pela fraude de interceptar os pedidos de resgate, Taylor deve ter pensando que não tinha nada a perder e tudo a ganhar dando ao público sua versão do suposto relacionamento entre vocês dois.
Joseph se deixou afundar na cadeira e descansou os cotovelos sobre a mesa.
– Amaldiçoo o dia que contratei aquela mulher. Demi poderia ter morrido por causa da minha 
estupidez.
– Você a ama.
Aquela não era uma pergunta e Joseph não a tratou como tal. Era simplesmente a constatação de um fato. Ele a amava, mas conseguira acabar com o amor de Demi não uma, mas duas vezes.
Joseph anuiu e enterrou o rosto nas mãos.
– Não a culparia se ela nunca me perdoasse. Como Demi poderia se nem mesmo eu me perdoo?
– Vá falar com ela. Conserte as coisas entre vocês.
Joseph se levantou. Sim. Estava na hora de tentar acertar as coisas com Demi. Se isso fosse possível.


e o misterio foi resolvido, era a Taylor a culpada
gente,,, estao surpresos que esta acabando a fic?
farei uma enquete domingo depois das 18:00 na pagina do blog no face, 
a proxima historia.
bjemi guys